O segredo para lidar com as diferenças entre meu marido e eu!

Esses dias eu recebi um áudio pelo celular com uma música linda de viver… Uma música doce, pura e verdadeira sobre a transitoriedade da vida e de como precisamos valorizar quem está ao nosso lado pelo tempo em que estão conosco. E isso me fez refletir sobre a minha caminhada dentro do Zum Zum de Mães, um programa online que fez uma verdadeira revolução na minha vida e na vida da minha família!

Eu acredito que nada, absolutamente NADA acontece por acaso e todas as pessoas que estão ao nosso lado tem um propósito a nos ensinar. Mesmo que seja ensinar como não queremos agir, o que não queremos seguir! Isso também diz respeito do quanto o amor e compaixão devem reger nossa vida, principalmente com as pessoas difíceis, as que pensam diferentes de nós, as que nos desafiam. Isso não quer dizer que precisamos abrir mão do que pensamos, principalmente se esse pensamento diz respeito à maneira com que queremos conduzir a educação dos nossos filhos. Mas querer que os outros engulam “goela a baixo” o que nós pensamos e sentimos é o caminho oposto do conviver em harmonia e fazer as pessoas também refletirem sobre maneiras mais tradicionais de educar!

É extremamente desafiador ter compaixão por quem nos desafia, eu bem sei. Quando eu iniciei o programa e comecei a me deparar com uma maneira totalmente diferente de encarar a educação dos filhos eu quis muito contar tudo para o meu marido para que entrássemos em sintonia com as nossas pequenas. Porém, o que fiz foi tentar impor minha verdade, considerando os métodos dele como “errados” e o julgando uma pessoa “acomodada” por não ter dado a mínima atenção ao que estava tentando falar pra ele. Isso me magoou muito e foi na comunidade do Zum Zum, cheio de mãe que estão imbuídas desse mesmo propósito de serem mais conscientes da sua maternagem, é que eu percebi, ao expor minha situação, o quanto eu estava sendo impositiva, controladora e o quanto eu não respeitava a maneira de paternar do meu marido e a sua contribuição na vida das nossas filhas, mesmo com as atitudes que eu considerava “erradas”. Também percebi o quanto as suas “atitudes erradas” me incomodavam exatamente porque, em maior ou menor grau, elas estavam presentes dentro de mim e o que me causava raiva era justamente esse lado meu que eu não queria enxergar.

A “discussão” por lá foi muito rica e produtiva. Várias mães deram seus relatos, compartilhando textos, vídeos, depoimentos e sugestões de como lidar com essa situação. As contribuições ímpares da Clarissa de Yakiara sobre essa necessidade de olhar pra dentro, corroborada por mais outras tantas mães me fizeram entender que os filhos não vem até nós por acaso! Aquele pai e aquela mãe sempre tem algo a ensinar, aprender e resgatar com aquela criança. E se você e seu marido tem divergências com relação à educação dos filhos, não é brigando, julgando e impondo seu pensamento é que você vai fazê-lo entender o quanto os seus comportamentos podem estar “equivocados”.

Sabe como a gente pode lidar com as pessoas que pensam diferente de nós com relação à educação dos filhos???

VIVENCIANDO o que você acredita ser melhor com amor e comprometimento e assim INSPIRANDO uma mudança de comportamento por parte do outro. Ninguém muda ninguém, a mudança começa dentro de nós. A única coisa que podemos fazer é inspirar através do EXEMPLO e da conversa amorosa e empática, livre de julgamentos do tipo “você é violento”, “você grita muito”, “você não considera a individualidade do nosso filho”,  etc, etc, etc… É em conversas amorosas e empáticas que você pode colocar o seu ponto de vista confessando o quanto é desafiador pra VOCÊ aquele comportamento “X” do seu filho e de que maneira VOCÊ lidou com a situação de maneira mais amorosa e respeitosa, mas só depois que a situação complicada passar e os ânimos estiverem mais calmos. Você pode fazer um convite à pessoa para refletir e tentar modificar o padrão, muito mais através do exemplo do que da conversa. Mas cabe a pessoa decidir se irá mudar ou não. E cabe a VOCÊ aceitar o que ela tem a oferecer pra você e seus filhos. Ou talvez tomar outros rumos…

larissa-simon

Isso vale pra todos em todas as relações! E é muito desafiador, eu sei! Mas quando a gente consegue colocar em prática, é muito lindo… O movimento de mudança que vi acontecer em mim, no meu esposo e na nossa família depois que eu realmente entendi pela via do pensamento e do sentimento o que estou tentando passar pra vocês, foi simplesmente maravilhoso!!! Não quer dizer que não tenhamos mais divergências! Não quer dizer que sejamos amorosos e empáticos o tempo todo entre nós e com nossas filhas! Não! Somos humanos, erramos pra caramba, mas estamos no movimento de tentar melhorar todos os dias, com amor e compaixão também por nós mesmos! Depois que eu comecei a inspirar pelo exemplo e fiz ele enxergar o quanto essa nova maneira de educar era muito mais efetiva e empática, passamos a respeitar muito mais a opinião um do outro, mesmo sendo contrária! Passamos a agir como uma “equipe”, tendo como meta uma vivência de essência e verdade. E reconhecemos um no outro as potencialidades e a importância do que temos a oferecer para nossas filhas, individualmente e como família…

Dá um trabalhão enorme olhar pra dentro, mas quando a gente faz isso e assume a responsabilidade sobre o que nos acontece sem nos vitimizar, nos relacionando com as pessoas pela via do amor, da compaixão e da empatia, os resultados podem até demorar. Mas com certeza ele vem… E são absolutamente transformadores e maravilhosos!!! Vale a pena tentar…

Este texto foi escrito por: Larissa Simon que é mãe de duas garotas encantadoras, Helena de 6 anos e Luísa de 2 anos. Participou da primeira turma do Zum Zum de Mães e através dele reformulou não só seu fazer como mãe, mas também seu fazer profissional. Era Fonoaudióloga, hoje também é doula pós-parto e educadora perinatal,  apoiando mães a vivenciarem uma maneira mais plena, autêntica e empoderada de maternar. 

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6 Comments

  • cynthia disse:

    Estou tendo algumas divergencias com meu marido e padrasto do meu filho em relação a maneira de educar o João.
    Ele é mais rigido do que eu, tb por ter tido uma criação mais rigida e socio cultural diferente da minha no sentido de família. Ele é muito apegado aos pais e extremamete respeitador. Eu desafio mais os meus e dialogo mais..e é assim que crio o Joao, mas o meu marido acha que não existe hierarquia na relaçaõ mae e filho, que o João nao me respeita, e que eu mimo e cedo demais as exigencias do João.
    Fico numa situação ruim , pq o Joao Lucas se espelha nele e o respeita muito, ja que o pai é ausente. E tb não posso tirar a autoridade do Marcos qu e é extremamente zeloso e cuidador com nosso filho.
    Mas tem muitas coisas que eu fico muito insegura..já conversei com ele só nos dois a respeito, mas ele continua achando que eu devo ser mais rigida, menos tolerante..eu sou mais light, ate demais, qdo precisa ficar brava fico tb, mas hj compro menos brigas..
    qual o caminho a seguir?
    Sei que para o proximo filho vou errar menos..e terei um homem mais presente mas nao quero esse tipo de conflito na minha casa..

  • Laura disse:

    Que texto verdadeiro!

    Obrigada!

    Essa é a minha atual busca: inspirar através do EXEMPLO e da conversa amorosa e empática. Confiar no Outro, esperar o tempo dele, que ele perceberá isso. E respeitar e aceitar as diferenças.

    Outro desafio é tentar mudar o movimento da antipatia/simpatia (quando recebo algum movimento da antipatia, devolver em simpatia). Muito difícil não devolver na mesma moeda. É um exercício para a vida toda.

  • Muito bom o texto,me ajudou bastante !Obrigada

  • Josiane Antônia da Silva disse:

    Muito bom o assunto abordado neste artigo!!!
    Estou procurando exatamente seguir por esse caminho , desejo um relacionamento assim , com mais tranquilidade e transparencia onde a educação seja baseada através do exemplo e com muito amor e respeito a nossa filha.
    Espero que o espirito da empatia seja trabalhada em ambas as partes e que nossa filha venha crescer em um ambiente mais harmonioso.

    Qbrigada por compartilhar!

  • Carla disse:

    Amei este texto. Obrigada por compartilhar. Ele serviu como uma luva para mim e fez algumas fichas caírem.

  • Valeria disse:

    Interessante.

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