Quando você pensa em um momento especial da sua infância, qual a primeira imagem que surge em sua mente?

Em geral, quando faço essa pergunta em minhas conferências, as pessoas se lembram de imagens de brincadeiras, momentos que estiveram em contato com a natureza ou com pessoas que amam. São estas imagens carregadas de afetos, movimentos e liberdade que nutrem nosso ser e fazem a diferença em nossa vida adulta.

Hoje vemos crianças inquietas, agressivas, muito ligadas à televisão e ao computador e isso é extremamente prejudicial para a infância. As crianças precisam brincar, se movimentarem com liberdade, pois é dessa maneira que elas se expressam, interagem com o mundo, adquirem habilidades motoras, aprendem a se orientar no espaço, além de adquirirem noções de limite!

Como pais e educadores é necessário encorajar essa movimentação de duas maneiras:

  1. A primeira seria pelo exemplo, a criança é regida pela força da imitação, por tanto, é fundamental que ela esteja na presença de adultos se movimentando, cuidando da casa, caminhando, fazendo comida, etc. Isso inspira a criança a se movimentar também.
  2. A segunda maneira de inspirar mais movimento no dia a dia da criança é preparar o ambiente no qual a criança vai estar. Cuidar da segurança do espaço, ou seja, retirar do ambiente objetos com os quais a criança possa se machucar, deixar espaço livre para a movimentação, usar brinquedos simples para que a criança possa explorar sua criatividade. Fora de casa dar preferência para ambientes naturais como praças e parques ao ar livre.

Segue um pequeno vídeo que falo mais sobre este tema:

Se sentir vontade deixe seu comentário aqui embaixo!

Você é sempre bem vindo à Bee Family, volte quando quiser! 🙂

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Essa entrevista gravei com a Larissa Simon, mãe da Helena e da Luísa, consultora materno-infantil e participante da primeira turma do Zum Zum de Mães.

Nessa entrevista falamos sobre os desafios dos primeiros dias de vida da criança, da importância do vínculo mãe-bebê nesse início da vida e sobre como é fundamental criar uma rede de apoio para passar pelo processo de transformação que o puerpério representa na vida da mulher.

Assista AQUI:

Larissa é fonoaudióloga e trabalhava principalmente com crianças com dificuldades de aprendizagem. Mas depois de passar por um processo de transformação intenso com o nascimento da sua segunda filha, Luísa, mudou sua atuação profissional unindo os saberes da fonoaudiologia à doulagem pós-parto, consultoria de amamentação e educação perinatal e hoje apoia mães a estabelecerem um vínculo mais saudável com seus filhos nos mil primeiros dias (gestação, parto, pós-parto e dois primeiros anos de vida).

Se quiser entrar em contato com ela, acesse seu site:
www.larissasimon.com.br
www.facebook.com.br/LarissaDoula
https://www.instagram.com/larissadoula

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A Alimentação dos pequenos tem tirado o sono de muitas mães que me acompanham aqui na Bee Family. Por isso convidei a minha amiga e Nutricionista Materno Infantil Ana Paula Pacifico Homen para falar sobre como podemos apoiar nossos pequenos a Comerem com Prazer.

Nesta entrevista Ana vai falar sobre “10 dicas para seu Filho vivenciar uma relação saudável com o alimento”. Vamos falar sobre Seletividade Alimentar, Rotina, Punição e Recompensas, a Escola e a Alimentação das crianças e muito mais.

 

 

Para maiores informações sobre o trabalho da Ana ou para baixar o ebook Gratuito de “Receitas Saudáveis para Festas Infantis” entre no site dela:
http://www.anapaulapacificohomem.com.br
Ou curta a página dela no face:
https://www.facebook.com/anapaulapacificohomem

Com carinho,
@ClarissaYakiara

 

 

 

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Como educar uma criança autônoma? Quando o bebê está pronto para comer? O que é a seletividade na alimentação? Como se preparar para a introdução de alimentos do seu bebê? Como ser um exemplo inspirador para o processo alimentar do seu filho?

Neste bate papo com a querida Educadora Fabiolla Duarte, fundadora do Colher de Pau, vamos falar de maneira rica e profunda sobre vários aspectos da alimentação.

Um vídeo surpreendente e profundo que pode transformar sua relação com a Comida! Desfrute… 😉

Depois de assistir ao vídeo completo deixe aqui embaixo o seu comentário, vou adorar te escutar!!! <3

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Já está no AR o primeiro vídeo do workshop Gratuito e Online: “A Comunicação Mãe e Filho como um Caminho de Cura e Liberação!”.

Para assistir ao workshop completo clique neste link:  https://beefamily.mykajabi.com/p/V1zumzum3

Neste workshop você vai aprender:

O que você aprenderá nesse workshop:

@ Os 4 passos da comunicação consciente mãe e filho.

Como você pode vivenciar uma relação mais leve, alegre, conectada, e amorosa com quem ama, simplesmente aprendendo a comunicar com responsabilidade e verdade! <3

@ Como falar sobre seus sonhos, medos, angustias para alguém que te escuta pode curar feridas emocionais.

O seu filho é um ouvinte fiel que te escuta com confiança e amor desde o momento em que foi concebido. Se você está aberta e comprometida com sua evolução, poderá trilhar este caminho de comunicação consciente e se libertar de padrões “negativos” e curar feridas emocionais por meio da sua relação com a criança.

@ Como resgatar sua auto estima e o prazer de estar consigo mesma e com seu filho.

A auto observação e a observação do seu filho podem te guiar em direção a um movimento  de intimidade consigo mesma. E a partir dai você poderá escolher redesenhar algumas atitudes e estabelecer uma relação mais amorosa e respeitosa consigo mesma e com quem ama.

O segundo vídeo vai ao ar nesta quarta-feira dia 12/10/16 e o terceiro na sexta-feira dia 14/10/16.

Para assistir ao workshop completo clique neste link: https://beefamily.mykajabi.com/pl/4399

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Ontem dei uma entrevista ao programa Opinião Minas, da TV Minas sobre “Pais que deseducam seus filhos!”.

Será que isso é possível? Acompanhe no vídeo abaixo dicas preciosas sobre educação infantil e como sempre chego no tema da auto-educação…

Comente, faça suas perguntas e compartilhe com seus amigos….



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microfone

Ontem dei uma entrevista ao programa Opinião Minas, sobre exemplos
que nós pais e mães damos frente aos nossos filhos… Eu gosto muito
de falar sobre este tema, pois assim me mantenho cada vez mais alerta
a minha coerência em relação aos exemplos que dou ao João (meu filho).

Não sou a pessoa mais coerente do mundo, na verdade estou bem longe
disso, mas cada vez que falo sobre coerência, desperta em mim uma
força para seguir trabalhando e redesenhando hábitos que não quero
que o João imite…

E você está atento aos exemplos que dá ao seu filho? Como é isso no
seu dia a dia com a criança?

 

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Comente sobre o vídeo, conte suas histórias e desafios,
e compartilhe este vídeo com pais, mães, avós, educadores…

Nos vemos em breve!!!

Com carinho e gratidão por ter você aqui na Bee Family,
Clarissa Yakiara

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19Há alguns anos atrás vivi uma situação que me deixou em choque: meu marido voltou de viagem e me disse que queria se separar. Naquela época eu fazia uma terapia em grupo e contei a história para meus colegas. Muitos ficaram surpresos, outros indignados, agora o que realmente mudou minha vida foi uma frase simples que veio da sabia facilitadora do grupo: “Clarissa, tente observar onde seu aspecto masculino rompeu com o feminino internamente e pare de buscar as respostas no seu marido!” 

A princípio a pergunta ficou girando em minha mente, reverberando em todo meu corpo. Até que me deparei com uma Lei Universal que me apoiou a compreender o que estava acontecendo comigo. É a Lei da Correspondência que diz o seguinte: “O que se manifesta no exterior é um reflexo do interior”. Ou seja, a situação de separação que eu atrai para minha vida era uma projeção do meu estado interno de separação e desequilíbrio. Eu estava totalmente focada no meu filho, descuidei da minha relação de casal, descuidei da minha relação comigo mesma, andava desleixada, mal humorada e infeliz, fazia muitas coisas com raiva e reclamando… O mais fácil e esperado nesta situação seria culpar meu marido, o mundo e a todos que não compreendiam o meu sofrimento… Pobrezinha de mim! Era isso que minha “mente manhosa” me dizia.

E o tempo foi passando e compreendi de maneira profunda que eu não posso mudar o outro! Nesse momento parei de me ver como vítima e me deparei com uma grande oportunidade de assumir a responsabilidade da minha vida! Comecei um processo incansável de crescimento e tomada de consciência. Redesenhei hábitos e valores profundos que me limitavam e não apoiavam meu crescimento.

As grandes descobertas desta experiência deram origem a um novo estilo de vida mais feliz, fluido e responsável. E você vai continuar deixando que o OUTRO comande sua vida? Acredita que sua felicidade depende de algo ou alguém?  Basta uma DECISÃO!

dia-das-mães-tumblr-crianca-olhando-para-a-maeVocê sabe qual é o único momento que existe? …
… É o Agora, ai mesmo onde você está, fazendo o que está fazendo… E você já se deu conta disso?
Quando nos tornarmos pais e mães começamos olhar mais para esta questão. Cada segundo ao lado de nossos filhos é único e precioso.
Agora imagine se pudesse estar Presente, com mente, corpo e coração, ao lado de quem mais ama, a maior parte do tempo… Aposto que se sentiria bem menos culpado(a) e Estressado (a)?
O caminho para estar viver PRESENTE está bem mais perto do que você imagina, basta procurar no lugar certo…. Olhe para Dentro e pare de procurar respostas do lado de fora!!!

QUER SABER MAIS SOBRE ESTE TEMA? ASSISTA NOSSO VÍDEO:

Como você se sente quando seu filho começa a fazer pirraça?

Uma birra “daquelas” no meio da rua, do shopping, do supermercado, na hora de ir para a Escola…

Fica com vergonha?

Se sente frustrada, impotente?

Sente raiva, tristeza, irritação?  

Muitas vezes me senti assim e confesso que as vezes ainda me sinto.

Sei bem o quanto estes conflitos emocionais que nossos filhos vivenciam “tem o poder” de acessar uma série de emoções dentro de nós.

E quando nos damos conta já atuamos de maneira agressiva com as crianças e perdemos totalmente o controle da situação. Depois disso só nos resta a culpa e o arrependimento por tratarmos nossos filhos de uma maneira que nem de longe é a que gostaríamos. 

Transformar nossa maneira de atuar frente a uma pirraça não é uma tarefa nada fácil. Mas é possível, especialmente quando existe dentro de nós uma vontade real de fazermos diferente da maneira que aprendemos, um desejo de redesenhar a nossa maneira de ser e de educar nossos filhos.

Quando meu primeiro filho nasceu senti este chamado intenso, uma vontade de fazer diferente, de buscar novas possibilidades para questões antigas. Minha vontade era trilhar junto com meu pequeno um caminho mais autêntico, no qual o respeito e o amor pudessem ser a base que forma este chão firme para caminharmos.

E juntos ainda estamos trilhando este caminho, agora com mais um companheirinho (meu segundo filho) e a cada dia encontro mais possibilidades reias para lidar com as pirraças e com outros conflitos que vivenciamos.

Tenho que confessar que há alguns anos atrás eu sequer sabia que a pirraça era um conflito emocional. Pensava que o João queria me testar, que estava fazendo manhã, que estava cansado e precisava somente de descansar, que era egoísta e não sabia dividir e uma série de outros julgamentos que passam pela cabeça da maioria das mães, não é verdade?

Com o tempo fui descobrindo que o “buraco é mais em baixo”, que aquilo que ele estava vivendo era sim um conflito emocional e que faz parte de um processo muito importante do desenvolvimento infantil. E nós pais por não compreendermos isso,  acreditamos que é pessoal, que nossos filhos estão fazendo para nos deixar com raiva e acabamos reagindo aquela situação. Gritamos, castigamos, recompensamos, chantageamos, agredimos, etc, fazemos qualquer coisa para que a criança volte ao seu “estado normal” o mais rápido o possível, sem se quer observar o que realmente está acontecendo com ela.

Por trás destes conflitos e comportamentos desafiadores de nossos filhos sempre há uma necessidade da criança que não está sendo atendida e a forma que ela tem de demonstrar isso muitas vezes é gritando, esperneando, chorando, batendo, etc.

No momento que decido parar, observar e compreender o que está acontecendo de fato com meu filho, posso escolher formas mais assertivas e respeitosas para lidar com estes momentos tão intensos.

Vou compartilhar com vocês os cinco passos para superar as pirraças que me apoiam a fazer escolhas mais conscientes na hora que observo que meu filho está fazendo uma pirraça (inspirados no trabalho da Rosa Jové):

1) Compreender que a criança quer diferenciar sua identidade.

Em linhas gerais isso significa que a criança por volta de 2 e 3 anos vive um processo de individuação, no qual ela começa a se perceber com um ser independente da sua mãe. E a maneira mais simples que ela encontra de nos dizer o que está acontecendo é negando as nossas escolhas. Ou seja, ela vai dizer NÃO para muitas das coisas que propusermos a ela.

Aquela criança que antes era extremamente dependente dos seus cuidadores, que cooperava e fazia o que era solicitado começa a mostrar que está crescendo, que deseja fazer escolhas diferentes, que quer experimentar o mundo por “si mesma”.

É importante entender que ela NÃO está te testando, te desafiando. Ela simplesmente está crescendo e experimentando como é ser autônoma e livre.

Permitir que a criança faça suas próprias escolhas é extremamente importante para sua auto estima e auto confiança.

No meu e-book Limite na Medida Certa explico com mais detalhes este processo de diferenciação.

Deixe ela fazer o que quer

Uma criança emocionalmente satisfeita, que tem suas necessidades básicas de amor, atenção, conexão e cuidados atendidas, não quer tantas coisas.

2) “Deixar que ele faça o que quer.”

Uma criança emocionalmente satisfeita, que tem suas necessidades básicas de amor, atenção, conexão e cuidados atendidas, não quer tantas coisas.

Querer coisas é um substituto de uma necessidade básica. Um ambiente caloroso (contato com o adulto que cuida, que está atento) previne a maior parte das dificuldades das crianças pequenas.

No momento que seu filho te pedir algo PARE e PENSE, antes de responder imediatamente. Pergunte-se se é perigoso ou nocivo o que a criança está fazendo / solicitando? O mais importante é zelar pela vida humana. Agora de acordo com minha experiência poucas coisas que as crianças fazem são realmente perigosas a ponto de colocar a vida delas em risco.

Quantas vezes gastamos nosso “pouco” tempo junto dos pequenos e o restinho de energia que nos sobra para ficar com eles, brigando para que eles usem as roupas que desejamos, ou para que comam a última colher do prato, ou para que entrem no banho naquele exato segundo? Muitas vezes uma roupa pode atentar contra o “bom gosto”, mas dificilmente atentará contra a vida da criança.

Nosso papel de pai e mãe é cuidar do ambiente no qual a criança vai se desenvolver, criar um espaço seguro e adequado para que nossos filhos possam se movimentar livremente. Quando eu cumpro meu papel com excelência, posso deixar que meu filho “faça o que quer”!

 

Por exemplo quando a criança pega uma faca e começa a fazer uma pirraça porque eu “tirei”o objeto de sua mão, é importante que eu reconheça que a responsabilidade muitas vezes é minha por deixar a faca ao alcance dela, ou não? O mesmo acontece com uma guloseima ou algo que não quero que ela coma.

Se assumo a responsabilidade de cuidar deste entorno, deste espaço que cerca e da limite para as crianças posso deixar que ela experimente “aquele mundo” com liberdade. Somos nós pais e mães que definimos as fronteiras, os limites, as regras, que vão guiar os caminhos de nossos filhos. Ali naquele espaço “previamente” preparado com amor, responsabilidade e levando em consideração as necessidades básicas da crianças eu posso permitir que ela se movimente com liberdade e faça o que quer.

 

O fato da criança se movimentar de maneira autônoma, livre e experimentar os resultados das suas ações sem a rejeição paterna, ou a intervenção constante dos mesmos, apoia o desenvolvimento de um ser confiante, forte e motivado a desvendar os mistérios da vida.

3) Evite tentações

Observe quais são os momentos que seu filho faz mais pirraça. Essa é a chave para que você descubra o que é uma tentação para seu filho e como evita-la em seu dia a dia.

Geralmente crianças fazem pirraça em supermercados querendo doces e guloseimas ou quando estão “passeando” em shoppings ou na hora que interrompemos seu brincar para fazer alguma atividade rotineira como tomar banho, comer, dormir, não é verdade?

Agora te convido a refletir sobre os momentos que os conflitos acontecem com seu filho! Será que você tem alguma idéia de como transformar estes momentos desafiadores e conflitivos em espaços de mais tranquilidade e cooperação? Como poderia evitar boa parte das birras e pirraças?

Minha sugestão é que a partir da sua observação atenta destes momentos, você faça pequenas mudanças de hábitos e atitudes que terão grande impacto na vida familiar.

Por exemplo estabeleça uma rotina que atenda as necessidades de sono, alimentação e movimento do seu filho e respeite os horários com constância, mas sem rigidez. Se pergunte se é necessário levar a criança para o supermercado, shoppings, festas e outros ambientes com excesso de estímulos que são pouco indicados para crianças pequenas.

Estas e outras pequenas mudanças podem evitar grande parte das pirraças. Observe seu filhote e a rotina familiar e comece a fazer pequenas mudanças, sempre atenta ao que é uma “tentação” para seu pequeno!

Leia também o artigo – Como Lidar com Crianças desobedientes

4) Não julgar nossos filhos.

Quantas vezes julgamos nosso filhos por suas atitudes? Que menina feia… Mas assim você está muito bobo… Que egoísta não quer emprestar seus brinquedos pro amigo… Assim você está chato… Menina bonita come tudo… Que menino mais mal educado, não quer beijar a vovó…

Já se perguntou qual o impacto de frases como essa na vida do seu filho? Tudo que a criança quer na vida é ser amada, especialmente por seus pais. Ela ama e confia plenamente em você!

Será que consegue imaginar o peso de uma frase como as que mencionei acima na vida deste pequeno ser que está construindo sua personalidade, que ainda não sabe muito bem quem é, como o mundo funciona, como as pessoas se relacionam?

Frases como estas podem marcar profundamente as crianças. Coloque-se no lugar do seu filho e tente observar o que você sentiria caso a pessoa que você mais ama falasse esse tipo de coisa para você!

Isso não significa que você não deve expressar o que pensa, ou que deve concordar com tudo que a criança faz. Você pode não estar de acordo com o que seu filho está fazendo, mas isso não significa que ele é melhor ou pior por se comportar assim. E como adulto você pode buscar maneiras mais assertivas de se fazer entender sem julgar seu filhote.

Veja este pequeno exemplo:

“-Meu amor a vovó chegou, vamos dar um beijinho nela?

– Não!

-Sabia que quando as pessoas vem em nossa casa elas se sentem muito feliz quando a gente recebe elas com um beijinho?

-Sabia!

-Então, vamos dar um beijinho na Vovó, ela está esperando!

-Não quero!

– Mamãe está percebendo que você não quer dar um beijinho nela (valido aqui o sentimento dele) e como podemos fazer então para que ela se sinta bem em nossa casa?

– Eu quero mostrar meus brinquedos para ela / ou Eu quero dar um beijo na mão dela / ou Quero dar um aperto de mão nela… (caso a criança não sugira nada você pode dar alternativas para ela!)”

Leia também o Artigo – Culpa Materna na Prática 

5) A PIRRAÇA PASSA COM A IDADE.

É verdade!!! Chegará um dia que a criança terá uma linguagem mais clara e adequada para explicar o que deseja! E cabe a nós pais termos paciência e amor para acolhermos todo sentimento que vem das crianças durante as birras e pirraças, essa é a grande chave!!!

Se você acha que será desafiante recordar destes passos diante da pirraça tenho três dicas importantes:

  1. Respeite seu tempo e vá trabalhando um passos de cada vez. Não seja tão auto exigente com você mesmo!

  2. Na dúvida do que fazer Respire e Acolha seu filho, por que ele está precisando também. As pirraças são conflitos emocionais nos quais as crianças estão sofrendo também!

  3. E lembre-se não é PESSOAL, seu filho não quer te testar 24h por dia, ele só quer ter um mínimo de liberdade para escolher!

Leia também: O que é a Pirraça e o Ciclo do Desenvolvimento Infantil

A sabedoria da natureza é algo admirável, me encanta! Em especial quero compartilhar com vocês alguns aspectos do desenvolvimento infantil nos 3 primeiros anos de vida. Compreender isso  é de fundamental importância para nos tornarmos pais e educadores conscientes.

Observe a fragilidade em que nasce um bebê, que delicadeza,  como poderá sobreviver? Quais serão os planos da natureza para este ser?  

Ciclo do desenvolvimento infantil

Ciclo do desenvolvimento infantil

 

É certo que para sobreviver é importante que o bebê se apegue aos seus cuidadores, e esse é o plano natural. Nós, enquanto pais e mães, devemos, nos primeiros anos de vida, deixar claro para a criança que estamos presentes para cuidar, dar carinho, escutar e amar sem condições. Se pudesse resumir em uma frase o que quero gravar nas memórias infantis do meu filho essa frase seria: “a mamãe te ama incondicionalmente e está aqui com você!”. É esse apego saudável nos primeiros anos de vida que vai garantir a base de uma personalidade segura, auto-confiante, com auto-estima elevada e capaz de lidar com as adversidades que farão parte da sua vida.

Já quando a criança cresce um pouquinho, por volta dos dois anos de idade, e já começa a se tornar mais independente (anda, está começando a se comunicar, se alimenta com suas próprias mãos, etc.), os planos da natureza mudam. Se antes a criança deveria se apegar para sobreviver agora ela deve se desapegar, tornar-se independente.

 A criança está começando a perceber que é um ser autônomo, está saindo da fase do egocentrismo e começando a perceber o outro. Nesse momento ela ainda não sabe expressar quem ela “é” e por isso começar a negar o que ela “não é”. Estamos falando da famosa fase do “NÃO” na qual essa se torna a palavra preferida da criança. E isso é NATURAL ela está simplesmente seguindo os passos da natureza.

Entretanto, este é um período de conflitos emocionais para pais e filhos, pois muitos pais por não compreenderem a natureza do desenvolvimento infantil se “irritam”, acreditam que a criança está desafiando e atuam com rejeição a esse impulso natural. Na verdade, o que a criança está dizendo simplesmente com seus “nãos” é: “Mamãe e papai eu estou crescendo e não sou vocês, posso escolher e desejar fazer coisas diferentes!” Simples assim! 

Se coloque no lugar da criança e observe: ela está seguindo um impulso natural e as pessoas que ela mais ama não a compreendem e a rejeitam por isso, como será que ela se sente? “Sigo a natureza e cresço ou agrado as pessoas que mais amo?” = esse luta interior será expressada por meio de uma PIRRAÇA.  

A criança sabe, muito melhor que nós adultos que “todos os sentimentos devem ser expressados” e quando sente raiva, medo, tristeza ou qualquer outra emoção ela vai expressar. Tomar consciência disso é aceitar e respeitar o desenvolvimento natural do seu filho. Diante de uma pirraça ou nos momentos nos quais você não sabe como atuar escolha estar ao lado dele!  

Lembre-se que em um momento de pirraça ou alguma situação desafiante com a criança ela também está sofrendo… Escolha estar ao lado do seu filho, como um parceiro, um guia ou líder positivo, seja compassivo com o que ele está sentindo e seja feliz ao lado dele!!!

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