Mais uma história de Pirraça no Shopping, só que desta vez com o final FELIZ!

“Ontem aconteceu com a Lara (2 anos e 5 meses)! Ela me proporcionou mais um momento de aprendizado. E como eu aprendo com ela…. Coincidência ou não, eu queria ver, queria testar, queria experimentar aquilo que eu tinha escutado nos vídeos e na conferência do Zum Zum. E aconteceu!

Estávamos no shopping, eu, meu marido e a Lara. Era domingo de tardezinha. Precisava resolver algumas coisas, pois iremos viajar em família ainda esta semana. Apesar do cansaço nosso e da Lara fomos.

Lara dormiu no carro. Chegando lá, pegamos um carrinho emprestado para que ela continuasse a dormir enquanto fazíamos rapidamente o que precisávamos. Porém, quando colocada no carrinho, ela despertou. No carrinho ainda, passamos por duas lojas com ela. Em uma delas, a vendedora ofereceu um balão para a Lara e ela ainda pôde escolher a cor que queria, cor-de-rosa.

Fomos em mais uma loja, e enquanto eu escolhia umas coisas com a vendedora, meu marido passeava com a Lara, no carrinho, pelos corredores do shopping. Foi quando ouvi um choro dela e, logo, meu marido apareceu com o carrinho na frente da loja em que eu estava. Ela gritava querendo sair do carrinho e assim tiramos ela de lá. Mas o choro continuou… Imediatamente, disse a vendedora que voltaria ali um outro dia. Pedi desculpas e saí.

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Fui para perto da minha filha, não queria meu colo, não me explicava o que queria, simplesmente se jogou no chão, chorando e gritando. Na hora, percebi que ela precisava era da minha presença. O “copinho” entornou! O limite suportável daquele “copinho” estava menor, pois no meio de tudo também estava o cansaço. E as emoções daquela pequenina estavam ali, transbordando da sua forma mais natural possível. Eu precisava estar ali, com ela, validar os seus sentimentos, respeitar as suas emoções. 

Meu marido, queria ir logo embora, sair rápido dali, mesmo porque as pessoas olhavam, julgavam….(tenho fresca na memória a imagem de uma mulher olhando pra mim com um sorriso de “coitada dessa aí “no rosto). Ele me dizia: “a Lara está cansada, vamos embora”.

Mas eu queria ver, sentir, ficar ali com ela, antes de tomar qualquer medida. Por um pequeno momento, deixei ela ali no chão, gritanto. Olhava pra ela, pensava e dizia: “Mamãe está aqui”. Consegui pegá-la no colo e fui para o carro, enquanto meu marido foi devolver o carrinho emprestado. No caminho, ela gritou muito, e tentava se soltar de meus braços. Mas como estava ali, no shopping, mantive firme ela nos meus braços e fui para o carro.

No carro, eu disse a ela que ela poderia chorar, o quanto quisesse, que eu estava ali com ela. Ela chorou, mais um pouquinho, e logo parou de chorar para falar que queria o balão roxo. Ela tinha pegado o balão rosa na loja, mas disse que também queria o roxo. Creio não ser esse o motivo do choro não. Provavelmente, o nosso distanciamento momentâneo (momento em que entrei na loja sem ela) e o desconforto do cansaço que a atingia fizeram as emoções virem à tona. Mas…. ao conversar com ela e, como já estava mais calma, resolvemos voltar à loja para pegar o balão roxo.

Passei no banheiro, lavamos as mãos e fomos. Lara quis ir andando, sozinha. Chegamos na loja, e ela pegou o tão querido balão roxo.

Voltamos para casa. Lá, ela já tranquila e serena, eu e meu marido falamos com ela que sempre que ela precisar, querer chorar, gritar, etc., ela poderá contar com a nossa presença, pois estaremos ali, presentes e conectados com ela. Na mesma hora, ela correu para os nossos braços, nos deu um abraço apertado, um beijo bem gostoso e nos olhava com aquele olhar de quem entendeu todo o ocorrido. 

Como eu amo isso tudo! Como eu aprendo com vocês!!! Obrigada Zum Zum por poder passar por este momento de uma forma bem mais tranquila, bem mais natural, bem mais presente e conectada com a minha pequena.” 

Essa história foi escrita pela querida Letícia Ávila, participante da segunda turma do meu programa On line Zum Zum de Mães. Ela é mãe da Lara de dois anos e Analista do Tribunal de Contas de MG. 

2 Comments

  • Mariana disse:

    Que história boa! Tenho uma pequena de 2 anos e meio e confesso que muitas vezes me sinto perdida, sem saber como agir. Os ataques de raiva são de certo modo assustadores, mas também são muito tristes porque não conseguimos saber o que está afligindo essas pequenas criaturinhas que tanto amamos. Gostaríamos de poder fazer algo, tudo, o que fosse, mas não sabemos por onde começar. Obrigada pelo relato! Foi como um abraço aqui.

  • Jose pedro disse:

    Muito bom seu artigo.

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