Sempre gostei de ser adulta, aliás sonhava com isso desde muito cedo, a infância quando perde a inocência anseia em ser gente grande para se livrar das injustiças. Já fazia um bom tempo que tinha muitas responsabilidades e ganhava cada vez mais respeito por elas, me sentia útil e, claro, vista e amada.
Até engravidar e apresentar um quadro de hiperemese gravídica. Quantas cobranças uma mulher grávida pode receber quando precisa desmarcar compromissos, não atender telefone e quantos nãos ela precisa suportar por “não estar doente”. Foi na gestação do Miguel que a anestesia do excesso de trabalho passou e precisei literalmente olhar só para mim e minhas feridas instaladas lá longe na infância. Como psicóloga e paciente de oito anos de psicoterapia tinha certeza de que estava tudo bem antes, mas não estava. Quando Miguel chegou espelhava que alguém precisava ser vista, acolhida, precisava de colo, de peito, ser nutrida. Racionalizei, e quando ele tinha 1 ano e 2 meses engravidei da Marina e outro quadro de hiperemese gravídica. Agora com uma intensidade a mais. Quando voltamos para a casa o espelho continuou a me mostrar, mas eu não entendia o que precisava fazer até ouvir a voz da Clarissa: converse com sua criança interior! Diga a ela que sente muito e acolha em seus braços.
Resisti, evitei, distanciei… até que olhando uma foto de criança, senti saudades da espontaneidade, do brilho nos olhos, da dança e a procurei dentro de mim. Tinha tantas camadas que cheguei a pensar que a havia perdido, mas não desisti e a reencontrei! Abracei tão forte que sentia o coração pulsando acelerado. De mãos dadas dançamos ao som de Milton Nascimento a música Caçador de mim, corremos muito e nos jogamos no mar. Fizemos castelos de areia, pegamos tesouros na praia, dormimos abraçadas.
Foi a melhor viagem de férias em família que tivemos.
E você, já reencontrou sua criança? Nos conta como foi!

Abraço fraterno,

Elimar Rocha Ribeiro

 

Texto: Elimar Rocha Ribeiro – @elimar_rocha_ribeiro_psi. Psicóloga Clínica e Educacional / Produtora de Conteúdo Bee Family

Fotografia: Iza Guimarães. Mãe, fotógrafa, participante da turma 3 do Zum Zum, que descobriu e acredita na fotografia como instrumento de autoconhecimento e conexão. Visite o site www.retratoterapia.com.br e siga no instagram @izaguimaraesfotografia. 

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E foi assim que na primavera voltei a florescer em companhia de outras belas flores, cada qual com seus espinhos e dissabores se reuniram em comunidade para juntas e de diversas formas reconhecerem a potência que traziam desde a semente.

Foi neste momento de comunhão que minha feminilidade e meu maternar ganharam um novo tom, o tom da alegria, da leveza da liberdade. Percebia a cada novo encontro com esta comunidade de mulheres mães uma expressão autêntica de minha existência e nada mais poderia embotá-la novamente, a não ser que assim eu quisesse.

Sentidos apurados, ritmo desacelerado e amor que pulsa a vida!

A vida! O que ela quer de nós? CORAGEM!

Agir com o coração, alinhando propósitos, assim eu renasço em meio a comunidade Bee Family, reconhecendo o que trago em mim para agregar ao outro, o que preciso cuidar em mim para cuidar no outro, um fluxo vital de forças que expandem para o mundo de forma integrativa.

Eu sou a Elimar, mulher, filha, irmã, esposa, mãe do Miguel e da Marina, e tantas outras que me atravessam nesta jornada. Me entreguei a imersão do zum zum de mães 10 e a cada dia agradeço por me atrever neste exercício da autoeducação plena.

Um novo tempo de desafios, mas um tempo de grandes alianças do bem, vida longa Comunidade Bee Family!

 

Texto: Elimar Rocha Ribeiro – @elimar_rocha_ribeiro_psi .Psicóloga Clínica e Educacional / Produtora de Conteúdo Bee Family

Fotografia: Iza Guimarães. Mãe, fotógrafa, participante da turma 3 do Zum Zum, que descobriu e acredita na fotografia como instrumento de autoconhecimento e conexão. Visite o site www.retratoterapia.com.br e siga no instagram @izaguimaraesfotografia. 

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